Pré-Natal - Quanto antes começar, melhor

De acordo com o ginecologista e obstetra Carlos Ivan Beduschi, muitas das complicações relacionadas à gravidez ocorrem nos primeiros três meses de gestação. Entre estas complicações pode-se citar abortos espontâneos, gestações anembrionadas, gestações ectópicas (nas trompas, por exemplo) e as degenerações vilositárias.

Além destas complicações, podem ocorrer também neste período da gravidez problemas relacionados à mãe, como infecções urinárias, virais e a mais comum e que mais afasta as gestantes do trabalho e do convívio social e familiar: a hiperemese gravídica.

Por tudo isso, é que se considera de grande importância que o pré-natal seja iniciado o quanto antes. Quanto mais precoce é realizada a consulta, mais cedo o médico pode diagnosticar, orientar e tratar destes problemas, ressalta Dr. Carlos.

“Como nesta fase o grande medo da gestante é a perda da gestação, lançamos mão de exames ultrassonográficos precoces. Além de datar com precisão (erro de cinco dias) o número de semanas da gestação e número de embriões, este exame precoce pode nos alertar sobre a presença de gestações ectópicas, nos permitindo intervenções antes da ruptura das mesmas, evitando quadros agudos e de extrema emergência cirúrgica”, afirma o obstetra.

A avaliação da freqüência cardíaca do embrião, do diâmetro da vesícula vitelínica e a relação entre o comprimento cabeça-nádega também são marcadores de bem-estar da gestação.

Translucência nucal

Um dos exames mais importantes para averiguar a possibilidade de anomalias cromossômicas ou cardiopatias é a medida da translucência nucal. “Este exame deve ser realizado por médico que tenha conhecimento da técnica, bem como aparelho ultrassonográfico adequado (que possa medir décimos de milímetros)”, explica o médico.

O período ideal para realização deste exame é entre 11 semanas e 13 semanas seis dias. “Devemos sempre lembrar que estes marcadores não são diagnósticos, mas sim têm valores de suspeita para as referidas anomalias”.

A suspeita diagnóstica de anomalias graves, como a anencefalia (ausência de cérebro e calota craniana) também pode e deve ser feito precocemente, pois é uma malformação incompatível com a vida.

“Portanto, podemos notar que a precocidade do pedido dos exames de sangue e urina, bem como os ultrassonográficos, no início do pré-natal é de vital importância para que a gestação transcorra com uma condição clínica benigna e fisiológica sem transformá-la em angústia e sofrimento”, finaliza Dr. Carlos.


Fonte: Dr. Carlos Ivan Beduschi
Ginecologista e Obstetra.

FONTE: Site Médico


A música e os bebês...

Os ouvidos do bebê já estão desenvolvidos ao quinto mês de gestação, por isso, a audição é o primeiro sentido que o feto desenvolve.

É verdade que a música tem influência no desenvolvimento do feto?

Existem estudos que indicam que o feto pode ouvir e reagir ao som e ao movimento, mas isto não está provado. Como não se pode observar um feto, tão bem como um bebê, não se sabe o que os movimentos daquele significam. Tanto pode ser uma reação de agrado e alegria como pode ser uma atitude de rejeição por desconforto aos estímulos exteriores..

Não existem estudos sobre os efeitos da estimulação, antes do nascimento, sobre a inteligência, a criatividade ou o posterior desenvolvimento do bebê, ou seja, nada demonstra que ouvir música durante a gravidez possa ter alguma influência sobre a inteligência dos bebês.

Existem estudos sim, mas respeitantes às crianças de três ou mais anos, em que se provou que as lições de piano ou de qualquer outro instrumento musical desenvolvem a capacidade das mesmas para entender o espaço tridimensional.

Devido a isto é que alguns especialistas supõem que, se a música tem este efeito nas crianças de três ou mais anos, poderá beneficiar os fetos e os bebês da mesma maneira. Mas estas são apenas suposições.

Há quem defenda que os recém nascidos reconhecem a música que a mãe ouviu durante a gravidez e que até conseguem despertar ou adormecer conforme o tipo de música que ouvem. Nada está provado em relação a isto.

É verdade que ouvir música pode beneficiar o meu bebê?


Esta sim, é uma verdade incontestável. Basta pensar em como a música pode influenciar o seu estado de espírito, isto é, há música que a faz relaxar e acalmar-se, outra que a ajuda a adormecer e outra que parece dar-lhe energia.

O seu bebê não é diferente e está provado que as canções de ninar o acalmam. Aliás há estudos que indicam que, a música pode até contribuir para a recuperação dos bebês prematuros.

Para além disto, a música ajuda-a a estabelecer uma relação mais estreita com o seu bebê, enquanto dança com ele ou lhe canta uma canção de ninar, antes de o deitar para dormir.

Como posso fazer o meu bebê interessar-se pela música?

Em vez de colocar o bebê em frente à televisão para que o mesmo se distraia, dê-lhe um tambor, um xilofone, um piano ou qualquer instrumento musical. Deixe-o brincar à vontade, fazendo a sua própria música.

Faça do seu aparelho de som ou de um instrumento musical, as peças mais importantes da casa. Dance com o seu bebê, ao som de suas músicas preferidas, brinque com ele, e, tenha sempre a música no ar para que o bebê cresça habituado a ela.

Estabeleça a rotina do ir para a cama com determinado tipo de música. Se associar uma determinada música à hora do bebê ir para a cama verá que a hora de dormir pode ser bastante agradável. Crie um ambiente acolhedor e calmo, a música também não deve estar muito alta e o ritmo deve ser lento. Para ajudar deixe o quarto a meia luz.

Independentemente das suas qualidades vocais, procure cantar para o seu bebê. Ele gosta de ouvir a sua voz e sente-se mais protegido. Cante para ele durante as brincadeiras, enquanto lhe dá banho ou de comer e quando o põe para dormir. Procure incentivá-lo a cantar consigo, ensinando-lhe aos poucos melodias simples. Os bebês parecem reconhecer as melodias que ouvem todos os dias.

Existe algum tipo de música mais aconselhável para o bebê?


Escolha as melodias que gostar mais. Desde que o seu bebê não demonstre o contrário, pode ouvir as suas músicas preferidas, habituando-o a elas. Os clássicos são sempre apreciados pelos bebês, especialmente Mozart, os ritmos africanos e a música latina também lhes parece ser agradável. Procure apenas, adequar a música às circunstâncias, isto é, se o bebê vai dormir não o deixe ouvir música latina, mas sim canções de ninar.

Não coloque o som muito alto e evite hard rock, rap e outras parecidas. Alguns estudos feitos em animais demonstraram que a exposição constante a música caotica e confusa, altera a estrutura do cérebro. O mesmo se passa com as plantas que não se desenvolvem tão bem com este tipo de música como com a música ritmada e harmônica.



Fonte: http://www.meubebezinho.com.br


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